A globalização trouxe para a sociedade uma infinidade de benefícios e facilidades. Agilidade, prontidão, menor incidência de erros, comunicação e interação global ao alcance das mãos. Contudo, esse excesso de valorização da era tecnológica provoca um esquecimento dos verdadeiros valores e da essência do ser. A revolução tecnológica, reconhecida como salvadora, estabelece um processo quase mecânico das atitudes que devem ser tomadas no dia a dia.
A evolução da humanidade, assim como a vida dos seres humanos, é estabelecida e evolui através de fases. A descoberta do fogo, por exemplo, permitiu um melhor aproveitamento dos recursos existentes para a sobrevivência. Com a agricultura, foi possível cultivar as coisas e viver em comunidade. Já a era industrial permitiu o desenvolvimento da mente e a automatização dos processos, acelerados com a era do conhecimento e da tecnologia.
Desta forma o fogo, a agricultura e o conhecimento tornaram-se mecânicos e rotineiros, perdendo o verdadeiro valor que possuem. Na evolução da vida, a fase da infância, na qual se acredita que tudo é possível, conforme o tempo, também vai sendo deixada de lado, perdendo a importância e a magia que proporciona.
É preciso um resgate, olhar para o interior, redescobrir quem você é e aonde deseja chegar, fazendo uma conexão com a alta tecnologia. Remodelar a mentalidade para que seja mais próspera e abundante, que gere um ganhador, mas que também busque uma transição de competências comportamentais e tecnológicas.
Ao resgatar a essência humana, se permite a conexão da tecnologia com o ser, e assim, as evoluções passam a apoiar a trajetória de cada pessoa, e não a deixar de lado. Antes de ser profissionais, pais e empreendedores, todos passaram pela infância, e a criança existente no interior não deve ser perdida, mas deve permanecer como um dos 70 mil pensamentos diários que estão na mente humana. Pequenas atitudes todos os dias fazem uma grande diferença em sua vida
A esperança de um mundo melhor, bem como a sua construção, está dentro de cada um e de cada uma, que acredita, como era na infância, que tudo é possível, está na palma da mão, e no coração.